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TESTE: NOVO GOL 1.6 POWER TEM DOIS DEFEITOS... PDF Imprimir E-mail
Por ANDRÉ QUEIROZ   
Code A VW conseguiu “editar” um Novo GOL,desta vez,100% novo. O carro é um justo retorno aos fiéis consumidores da marca, que garantem a liderança do GOL no ranking dos mais vendidos por mais de duas décadas. Os preços da versão 1.6 Power começam em R$ 34.850,00 e podem atingir mais de R$ 50.000,00 com todos os opcionais. Veja fotos e saiba muito mais...


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Dirigimos o Novo Gol 1.6 Power durante quase 10 dias. No trânsito urbano e durante viagem pela Via Dutra, do Rio a Guaratinguetá. Antes do teste dinâmico queremos registrar a surpresa pelo design do Novo Gol. Linhas gostosas, carroceria com estilo (e rigidez) de primeiro mundo. A pintura na cor “vermelho flash”, remete ao calor e encanto de Gisele Bündchen, garota propaganda da Volkswagen...


Os primeiros momentos a bordo do Novo Gol conseguiram ser agradáveis até no congestionado trânsito da Barra da Tijuca a Copacabana.

Uma “viagem” de uma hora e meia com média de 20 km/h. Tempo ideal para avaliar o espaço interno maior em relação ao Gol G4, observar o acabamento evoluído, acionar o computador de bordo, refletir sobre a segurança, e muito mais...
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Nos dias que antecederam ao teste de estrada, inicialmente sentimos um carro leve demais em nossas mãos. As virtudes do motor 1.6 VHT oferecendo 104 fogosos cavalinhos confirmavam a expectativa de boa performance. O propulsor – agora transversal – é o mesmo adotado no Golf, e Pólo.




O câmbio MQ 20 do Pólo proporciona troca de marchas com suavidade e silêncio incomuns. A direção hidráulica e o sistema de freios também recebem nota 10. Já a suspensão – principalmente a traseira – fica com uma nota 7,5.

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Antes da viagem a Guaratinguetá, uma clássica ida a Itaipava ajustou “carro & piloto”. Sem reclamações de nossa parte. Na subida e na descida da serra, o Novo Gol mostrou equilíbrio. A visibilidade frontal, perfeita. Alguns pontos cegos na traseira exigiram atenção quando “velozes e furiosos” nos ultrapassavam.
O melhor do teste foi na Dutra. A estrada estava agradável e ofereceu múltiplas situações de uso em baixas, médias e altas velocidades (até o limite permitido de 110 km/h).
O ideal seria uma avaliação em autódromo, local certo para conhecer os limites do carro, cuja velocidade máxima segundo a VW, atinge 192 km/h e faz de 0 a 100 km/h em 9,6 s (álcool).

No Rio é preciso muita paciência para enfrentar a burocracia e liberar o que resta do Autódromo Nelson Piquet.

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O tratamento acústico melhorou em relação ao Gol G4 (anterior). Para quem prioriza o máximo de silêncio, o rumor a bordo do Novo Gol 1,6 Power poderia ser menor.

A “adaptação” ao carro ficou completa no retorno ao Rio, via Aparecida do Norte: quem sabe por milagre, retiramos as restrições iniciais à suspensão...
O retorno ao Rio foi um “diálogo perfeito entre o carro e o condutor”. Sob chuva, a frenagem com ABS chegou a permitir algumas ousadias.

Notáveis as retomadas de velocidade, e obediência plena as solicitações. Temos que lembrar que o Novo Gol não é um Golf, principalmente nos limites delicados da suspensão.

GARANTIA – A garantia total do carro por um ano decepciona, mesmo com o prazo de três anos para motor e câmbio e de 5 anos contra ferrugem na lataria.

SEGURANÇA - O produto engloba um amplo pacote de dispositivos de segurança ativa e passiva. Alguns só estão disponíveis como opcionais.

FICHA TÉCNICA - Para conhecer a íntegra da ficha técnica, opcionais de série e equipamentos extras acessem o site da montadora; www.volkswagen.com.br

Antes de divulgar os DOIS defeitos do Novo Gol 1.6 Power, que apregoamos no título, vamos relacionar fatos relevantes ao carro, que é produzido nas unidades de São Bernardo do Campo e Taubaté.

FATOS RELEVANTES

UM - “Desenvolvemos o Novo Gol para superar as expectativas de nossos clientes, mantendo os atributos do modelo e dando a ele novos valores representados pela beleza do novo carro”, afirma Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil.

DOIS - O projeto do Novo Gol recebeu também um leve refinamento nos estúdios de design da empresa em Wolfsburg, passando pelas mãos do italiano Walter de’Silva, designer-chefe do Grupo Volkswagen (que assina projetos como Scirocco, Audi Q7 e Seat Ibiza), e do alemão Klaus Bischoff, diretor de Design da marca Volkswagen.

TRES - Apesar das dimensões compactas, como comprimento total de 3.899 mm, o coeficiente aerodinâmico (Cx) é 0,34 e a sua área frontal mede 2,01 m²,o que resulta no produto Cx x A de 0,683 m². O Cx foi determinado em computador e confirmado no túnel de vento em Wolfsburg.

QUATRO - O carro cresceu em altura (37 mm) e largura (5 mm), proporcionando mais conforto. Houve ainda ganho de espaço para as pernas - 19 mm na frente e 14 mm atrás - , apesar de o comprimento do veículo ser 32 mm menor, graças ao posicionamento transversal do motor.

CINCO - A folga no contorno das portas têm 3,5 mm, uma medida próxima à do Phaeton, o carro mais luxuoso da VW. A região do encontro das lanternas traseiras com a lateral do veículo tem folgas constantes de 0,5 mm, com o objetivo de satisfazer o desejo utópico dos designers de criar um veículo sem divisões e folgas perceptíveis.

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SEIS - O conjunto interno também é inédito. O painel combina linhas orgânicas, arredondadas, e formas geométricas. A versão Power tem duas cores - Antracite e Cool Gray - e detalhes destacados na coloração Moon Silver. As teclas e os ícones têm informações concisas. Todas as escalas de velocidade, combustível,temperatura e conta-giros são indicadas por ponteiros. Informações adicionais são exibidas por um único display, o I-System.

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SETE - O torque máximo do motor VHT 1.6 é de 15,6 kgfm (153 Nm) com álcool e 15,4 kgfm (151 Nm) com gasolina, ambos a 2.500 rpm. Isso corresponde a um torque específico de 9,8 kgfm/l. Oferece 104 cv (álcool) e 101 cv (gasolina). A taxa de compressão é de 12,1:1 . Graças à boa aerodinâmica, baixo peso (944 kg), e à excelente motorização, é baixo o consumo de combustível: urbano 13,1 km/l (gasolina) / 8,8 km/l (álcool) e rodoviário 18,5 km/l (gasolina) / 12,4 km/l (álcool).

O consumo médio ponderado 55% rodoviário e 45% urbano é de 15,5 km/l (gasolina) ou 10,4 km/l (álcool)

OITO - Nos discos de freio, a VW lança tecnologia inédita: Por meio de dois pequenos orifícios de profundidades diferentes, o motorista pode saber, visualmente, se chegou à hora de trocar os discos de freio.

OS DOIS DEFEITOS DO VW NOVO GOL

O Novo Gol 1.6 Power agrega tantas virtudes, que “algo mais” em relação ao conforto do banco do motorista deveria ter sido feito. O status atual do carro está acima da média de seus concorrentes e precisa “vestir bem” a qualquer tipo de usuário do produto. Este é o DEFEITO NÚMERO DOIS

O DEFEITO NÚMERO UM não é exclusivo do Novo Gol. Ele está presente na grande maioria dos automóveis fabricados no Brasil por todas as montadoras: É A FALTA DO CONTEÚDO DE DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA exigidos nos Estados Unidos, mercado para o qual o Novo Gol não poderá ser exportado. Como consolação, segundo um porta-voz da VW, “o atual conteúdo se antecipa às exigências brasileiras que só entrarão em vigor em 2012".

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